sexta-feira, setembro 29, 2006

Desacelere e curta mais o Tempo

Eu estive muitos dias sem tempo para fazer tudo o que queria ou achava importante, desde que li este texto, mudei alguns conceitos na minha vida e hoje tive tempo para compartilhar com meus amigos ...

recomendo a leitura a todas as pessoas que sentem que precisam de mais tempo.




Desacelere...

Texto escrito por um brasileiro que vive na Europa:

"Já vai para 16 anos que estou aqui na Volvo, uma empresa sueca.
Trabalhar com eles é uma convivência, no mínimo, interessante.

Qualquer projeto aqui demora 2 anos para se concretizar, mesmo que a idéia
seja brilhante e simples. É regra.

Então, nos processos globais, nós (brasileiros, americanos, australianos,
asiáticos) ficamos aflitos por resultados imediatos, uma ansiedade
generalizada.
Porém, nosso senso de urgência não surte qualquer efeito neste prazo.

Os suecos discutem, discutem, fazem "n" reuniões, ponderações. E trabalham
num esquema bem mais "slow down".
O pior é constatar que, no final, acaba sempre dando certo no tempo deles
com a maturidade da tecnologia e da necessidade: bem pouco se perde aqui.

E vejo assim:

1. O país é do tamanho de São Paulo;

2. O país tem 2 milhões de habitantes;

3. Sua maior cidade, Estocolmo, tem 500.000 habitantes (compare com
Curitiba, que tem 2 milhões);

4. Empresas de capital sueco:
Volvo, Scania, Ericsson, Electrolux, ABB, Nokia, Nobel Biocare... Nada mal,
não?

5. Para ter uma idéia, a Volvo fabrica os motores propulsores para os
foguetes da NASA.

Digo para os demais nestes nossos grupos globais: os suecos podem estar
errados, mas são eles que pagam muitos dos nossos salários.

Entretanto, vale salientar que não conheço um povo, como povo mesmo, que
tenha mais cultura coletiva do que eles.

Vou contar para vocês uma breve só para dar noção.

A primeira vez que fui para lá, em 90, um dos colegas suecos me pegava no
hotel toda manhã.
Era setembro, frio, nevasca..
Chegávamos cedo na Volvo e ele estacionava o carro bem longe da porta de
entrada (são 2.000 funcionários de carro).
No primeiro dia não disse nada, no segundo, no terceiro...
Depois, com um pouco mais de intimidade, numa manhã, perguntei:
"Você tem lugar demarcado para estacionar aqui?
Notei que chegamos cedo, o estacionamento vazio e você deixa o carro lá no
final."
Ele me respondeu simples assim:
"É que chegamos cedo, então temos tempo de caminhar - quem chegar mais
tarde já vai estar atrasado, melhor que fique mais perto da porta.
Você não acha?"

Olha a minha cara! Ainda bem que tive esta na primeira.
Deu para rever bastante os meus conceitos.

Há um grande movimento na Europa hoje, chamado Slow Food.
A Slow Food International Association - cujo símbolo é um caracol, tem sua
base na Itália (o site www.slowfood.com , é muito interessante. Veja-o!).
O que o movimento Slow Food prega é que as pessoas devem comer e beber
devagar, saboreando os alimentos, "curtindo" seu preparo, no convívio com a
família, com amigos, sem pressa e com qualidade.

A idéia é a de se contrapor ao espírito do Fast Food e o que ele representa
como estilo de vida em que o americano endeusificou.

A surpresa, porém, é que esse movimento do Slow Food está servindo de base
para um movimento mais amplo chamado Slow Europe como salientou a revista
Business Week numa edição européia.

A base de tudo está no questionamento da "pressa" e da "loucura" gerada
pela globalização, pelo apelo à "quantidade do ter" em contraposição à
qualidade de vida ou à "qualidade do ser".

Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem menos
horas (35 horas por semana)
são mais produtivos que seus colegas americanos ou ingleses.

E os alemães, que em muitas empresas instituíram uma semana de 28,8 horas
de trabalho, viram sua produtividade crescer nada menos que 20%.

Essa chamada "slow atitude" está chamando a atenção até dos americanos,
apologistas do "Fast" (rápido) e do "Do it now" (faça já).

Portanto, essa "atitude sem-pressa" não significa fazer menos, nem ter
menor produtividade.

Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais "qualidade" e
"produtividade" com maior perfeição, atenção aos detalhes e com menos
"stress".

Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do
lazer, das pequenas comunidades, do "local", presente e concreto em
contraposição ao "global" - indefinido e anônimo. Significa a retomada dos
valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da
simplicidade de viver e conviver e até da religião e da fé.

Significa um ambiente de trabalho menos coercitivo, mais alegre, mais
"leve" e, portanto, mais produtivo onde seres humanos, felizes, fazem com
prazer, o que sabem fazer de melhor.

Gostaria de que você pensasse um pouco sobre isso...

Será que os velhos ditados "Devagar se vai ao longe" ou ainda "A pressa é
inimiga da perfeição" não merecem novamente nossa atenção nestes tempos de
desenfreada loucura?

Será que nossas empresas não deveriam também pensar em programas sérios de
"qualidade sem-pressa"
até para aumentar a produtividade e qualidade de nossos produtos e serviços
sem a necessária perda da "qualidade do ser"?

No filme "Perfume de Mulher", há uma cena inesquecível, em que um
personagem cego, vivido por Al Pacino,
tira uma moça para dançar e ela responde:
"Não posso, porque meu noivo vai chegar em poucos minutos."

"Mas em um momento se vive uma vida" - responde ele, conduzindo-a num passo
de tango.

E esta pequena cena é o momento mais bonito do filme.

Algumas pessoas vivem correndo atrás do tempo, mas parece que só alcançam
quando morrem enfartados, ou algo assim..
Para outros, o tempo demora a passar; ficam ansiosos com o futuro e se
esquecem de viver o presente, que é o único tempo que existe.

Tempo todo mundo tem, por igual!
Ninguém tem mais nem menos que 24 horas por dia.
A diferença é o que cada um faz do seu tempo.
Precisamos saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon:

"A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro"...

Parabéns por ter lido até o final!

Muitos não lerão esta mensagem até o final, porque não podem "perder" o seu
tempo neste mundo globalizado.

Pense e reflita, até que ponto vale a pena deixar de curtir sua família, de
ficar com a pessoa amada, ir pescar no fim de semana ou outras coisas...

Poderá ser tarde demais!
Saber aprender para sobreviver...

quinta-feira, setembro 28, 2006

Cópia de Carta a Samsung

Ola,

minha família é infeliz propietária de diversos produtos samsung e temos a disposição todas as notas para comprovar :

1 Tv Plasma 42"
1 TV LCD 26"
1 Gravador de DVD que nunca funcionou
1 DVD HDMI HD860
1 Geladeira TwinSide SilverNano

E gostaria de reclamar quanto ao péssimo atendimento e qualidade dos produtos da empresa.

O nosso gravador de DVD nunca ligou e mesmo depois de passar na assistencia tecnica voltou sem ser testado e continuava inutil. Estamos tentando com outras assistencias técnicas para aumentar a nossa sorte. A TV de plasma que emite barulhos horríveis elétricos eu ja descobri que foi a marca errada, LG, Panasonic, Philips não tem esse problema, porque usam componentes eletricos de melhor qualidade.

A geladeira silverNano que comprei em Março já apresentou problemas, acionei a assistencia técnica que me visitou no dia 19-Setembro. Como a Samsung esta mais preocupada em vender do que atender, obviamente não tem peças disponíveis para a garantia, que infelizmente, devido a baixa qualidade do produto já se faz necessária com poucos meses de uso.

Estou com a minha geladeira Silver Nano emitindo barulhos horrorosos o dia todo, com aromas podres devido a temperatura de 17 graus interna, que somada a umidade esta contaminando e apodrecendo qualquer alimento guardado nela.

Gostaria muito que essa informação chegasse nas pessoas responsáveis, e que elas soubessem a quantidade de frustrações e prejuízo que a Samsung causou a minha família, porque por muitos anos eu serei uma péssima referência de cliente, e farei questão de alertar o máximo de pessoas possíveis, começando pela imprensa e sites de opiniões.

Espero que vocês resolvam rapidamente problemas de assistencia tecnica e qualidade dos produtos, antes que percam o status de luxo que foi conquistado com os monitores, o Samsung Experience e o marketing.

segunda-feira, setembro 25, 2006

Lula e a tartaruga no poste ...

Enquanto suturava um ferimento na mão de um velho gari (cortada por um caco
de vidro indevidamente jogado no lixo), o médico e o paciente começaram a
conversar sobre o país, o governo e, fatalmente, sobre o Lula.

O velhinho disse:

- Bom, o senhor sabe, o Lula é como uma tartaruga em cima do poste...

Sem saber o que o gari quis dizer, o médico perguntou o que significava uma
tartaruga num poste.

E o gari respondeu:

- É quando o senhor vai indo por uma estradinha, vê um poste e lá em cima
tem uma tartaruga tentando se equilibrar. Isso é uma tartaruga num poste.

Diante da cara de interrogação do médico, o velho acrescentou:

- Você não entende como ela chegou lá;
- Você não acredita que ela esteja lá;
- Você sabe que ela não subiu lá sozinha;
- Você sabe que ela não deveria nem poderia estar lá;
- Você sabe que ela não vai fazer absolutamente nada enquanto estiver lá;
- Você não entende porque a colocaram lá;

Então tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer de lá, e providenciar
para que nunca mais suba, pois lá em cima definitivamente não é o seu lugar!

>>Lembre-se disso em 01 de outubro de 2006

quinta-feira, setembro 21, 2006

Frase do Dia, Semana e Mês !

quando conversando sobre a durabilidade de um determinado
bem material, veio o comentário :

"Why worry about the inevitable ? Just enjoy it"

PS: era uma câmera digital e a pergunta era sobre quantas fotos a câmera conseguiria tirar antes de ter que trocar algumas partes móveis.

segunda-feira, setembro 11, 2006

Para todos os meus amigos :

O pescador e o "MBA".


Um homem de negócios americano, no ancoradouro de uma aldeia da costa mexicana, observou um pequeno barco de pesca que atracava naquele momento trazendo um único pescador. No barco, vários grandes atuns de barbatana amarela. O americano deu os parabéns ao pescador pela qualidade dos peixes e perguntou-lhe quanto tempo levara para os pescar.

- Pouco tempo, respondeu o mexicano.

Em seguida, o americano perguntou por que é que o pescador não permanecia no mar mais tempo, o que lhe teria permitido uma pesca mais abundante.

O mexicano respondeu que tinha o bastante para atender às necessidades imediatas da sua família.

O americano voltou a carga:

- Mas o que é que você faz com o resto do seu tempo?

O mexicano respondeu:

- Durmo até tarde, pesco um pouco, brinco com os meus filhos, tiro a siesta com a minha mulher, Maria, vou todas as noites à aldeia, bebo um pouco de vinho e toco viola com os meus amigos. Levo uma vida cheia e ocupada senhor.

O americano assumiu um ar de pouco caso e disse:

- Eu sou formado em administração em Harvard e poderia ajudá-lo. Você deveria passar mais tempo a pescar e, com o lucro, comprar um barco maior. Com a renda produzida pelo novo barco, poderia comprar vários outros. No fim, teria uma frota de barcos de pesca. Em vez de vender pescado a um intermediário, venderia diretamente a uma indústria processadora e, no fim, poderia ter sua própria indústria. Poderia controlar o produto, o processamento e a distribuição. Precisaria de deixar esta pequena aldeia costeira de pescadores e mudar-se para a Cidade do México, em seguida, para Los Angeles e, finalmente, para Nova York, de onde dirigiria a sua empresa em expansão.

- Mas, senhor, quanto tempo isso levaria? - perguntou o pescador.
- Quinze ou vinte anos - respondeu o americano.
- E depois, senhor?

O americano riu e disse que essa seria a melhor parte.

- Quando chegar a ocasião certa, você poderá abrir o capital da sua empresa ao público e ficar muito rico. Ganharia milhões.

- Milhões, senhor? E depois?
- Depois - explicou o americano - você aposentar-se-ia.

Mudar-se-ia para uma pequena aldeia costeira, onde dormiria até tarde, pescaria um pouco, brincaria com os netos, tiraria a siesta com a esposa, iria à aldeia todas as noites, onde poderia beber vinho e tocar violão com os amigos…


PS: em homenagem ao filósofo JCC